quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

"A ÁRVORE DO BETO"

Para desejar um maravilhoso natal para todos...

"A ÁRVORE DO BETO"
Ruth Rocha
Ilustrações Mariana Massarani...
Ed Salamandra
32 páginas

Um livro delicioso, com uma linda história de natal!
Lindamente escrito pela Ruth Rocha, perfeito para essa época magica do ano.

O livro conta a história do Beto. Um menino que é amigo de todo mundo, não só de meninos não, é amigo do dono da padaria, amigo do sapateiro, amigo do Seu Nicolau - um velho engraçado que faz pipocas.

Beto tinha muita vontade de ter uma árvore de natal, era o sonho dele: uma árvore grande, como a da casa do Caloca.
Mas o pai de Beto não podia comprar... todo ano ele prometia, mas todo ano acontecia alguma coisa, e ele nunca podia dar a árvore a Beto.

Lá na rua, tem um terreno baldio, e então Beto teve uma ideia: resolveu plantar uma árvore, e esperar que ela crescesse.
Beto limpou um pedaço do terreno, arranjou um pouco de adubo com o jardineiro Alexandre, comprou uma muda pequenina de pinheiro e plantou no terreno.

Todos os dias Beto ia cuidar da plantinha. Beto cuidou por muito tempo da plantinha, ela ficou grande, cheia de galhos, uma beleza!
Prontinha para virar árvore de natal.

Na véspera do natal, o Beto pediu para Seu Nicolau ajudar: ela ia levar a árvore para casa. Seu Nicolau veio com um serrote e uma lata - Beto quis saber para que o serrote, e então o Nicolau explicou que precisava serrar a árvore e colocar na lata.
E quando ele descobriu que precisava "matar" a árvore, Beto disse que aquilo ele não queria mais...

E então o jeito foi Beto ir para casa, triste, sem sua árvore.

A mãe d Beto fez um monte de coisas que ele gostava de comer, o pai fez um papagaio, os irmãos não sabiam o que fazer para deixa-lo feliz. Beto estava muito desapontado, mas cortar sua árvore? Nem pensar!
Beto então começou a reparar em um movimento diferente na rua. Todo mundo passava para lá e para cá com embrulhos.
Beto chamava os meninos para brincar, mas todos diziam que estavam ocupados. Beto não entendia nada...

Quando já era noite, a mãe de Beto chamou por ele, pediu para que ele tomasse banho que eles iam sair.
A família do Beto estava toda arrumada.
Beto perguntou onde eles iam, e seu pai disse:
"É logo ali, nós vamos a sua festa..."

A festa era no velho terreno baldio, e Beto foi.
Quando chegou lá, sentiu o que era uma verdadeira festa de natal: todos seus amigos estavam lá, haviam luzes, estava tudo enfeitado... e no centro do terreno estava a árvore do Beto:
grande, brilhante, exatamente como ele tinha sonhado.

Todos tinham vindo passar a noite de natal com o Beto. Todos queriam estar juntos.
"Para quem tem tantos amigos, todo dia é dia de natal!"

sábado, 21 de dezembro de 2013

"POR UM MUNDO MAIS BACANA"

Texto e Ilustrações Lucia Reis
Ed FTD
32 páginas
Um livro bem ilustrado, com um colorido lindo.
Um texto gostoso e fácil de ler.
O livro conta a história de três amigos: a vaca Violeta, a girafa Marieta e o gato Corneta. Os três eram os melhores amigos, e passavam muito tempo conversando, passeando, brincando, lanchando, trocando ideias.
Um dia a vaca Violeta chegou contando uma história que tinham lhe contado: disseram para ela que o mundo ia acabar, que não demorava muito, e tudo ia para o brejo.. para o espaço... para a cucuia. Já era! E que do jeito que estava o mundo não podia continuar.
Então os três resolveram pensar em alguma coisa para ajudar.
Então chegou a hora de colocar a mão na massa.
A vaca Violeta saiu plantando muitas árvores para refrescar, para dar sombra para limpar o ar e árvores de frutas para quem quisesse colher e comer. Porque de barriga cheia é mais fácil ser feliz.
O gato Corneta achou que toda casa deveria ter um jardim, porque assim o mundo ficaria mais bonito. O gato plantou e regou, e viu que seu trabalho tinha dado resultado. E quando tudo é mais bonito, é mais fácil ser feliz.
A girafa Marieta achou que o que não podia mais acontecer era aquela história de todo mundo brigar com todo mundo. Reuniu toda bicharada e pôs todo mundo para fazer as pazes, foi uma boa solução, pois quando todo mundo é amigo é mais fácil ser feliz.
O gato Corneta também decidiu que precisava começar a ler. Era uma coisa muito simples de fazer, começou lendo devagarzinho e quando viu, estava lendo rapidinho.
Leu de tudo: romance, jornal, conto de fadas, revistas, apostila, panfletos. Aprendeu muito, ficou bem informado. Porque quando se sabe mais das coisas é mais fácil ser feliz.
E os três amigos tiraram um dia para fazer uma faxina: varreram, limparam e arrumaram, separaram, organizaram. Porque com tudo limpo e arrumado é mais fácil ser feliz!
E então a Vaca Violeta, o Gato Cometa e a Girafa Marieta resolveram colocar  a boca no trombone e contar para todo mundo o que estava acontecendo, e quem quisesse ajudar, tudo bem! Porque quando se pode escolher, é mais fácil ser feliz.
E os três amigos chegaram a conclusão que para salvar o mundo, as crianças são a solução - criança aprende rápido e tem muita disposição. E então os três decretaram que toda criança precisa ser amada, vestida, calçada, alimentada, agasalhada, ensinada, ninada, acolhida, paparicada, abençoada, ouvida, acompanhada, acalentada e incentivada... e toda gente grande deve ser também!
Encontrei o livro (pesquisa internet) por R$ 36,60 nos sites da Livraria Saraiva e Siciliano.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

"POR QUE SÓ AS PRINCESAS SE DÃO BEM?"

Thalita Rebouças
Ilustrações Fabiana Salomão
Ed Rocco - Pequenos Leitores
32 páginas
Um livro maravilhoso, perfeito! Em especial para menininhas de cinco anos que são apaixonadas pelas princesas - de um jeito divertido e com muito bom humor a escritora Thalita mostra que nem só de glamour e de encantamentos vive uma princesa.
Livro divertido e bem ilustrado.
O livro conta a aventura vivida por Bia, uma menininha que adora historinhas, e adora fazer perguntas sobre essas historinhas:
"Só as princesas são felizes para sempre?"
"É fácil virar princesa?"
"Onde moram as princesas?"
"Todas são bonitas?"
Então, antes de pegar no sono, Bia sentiu-se sugada para dentro do livro e de repente tudo mudou.
E então Bia não era mais uma menina comum, agora ela era uma princesa: vestida de princesa, joias de princesas, sapatos de princesa, coroa e cabelo de princesa!

Até os cachinhos que Bia tinham sumiram... princesas não têm cachos!
E com o passar dos acontecimentos, a Bia vai descobrindo que princesa não toma leitinho de chocolate no café da manhã, não vão para a escola - elas tem que estudar em casa e sozinha...
Descobriu que teria um dia cheio, mas que não era de brincadeiras: teria que visitar um hospital, inaugurar uma biblioteca, frequentar desfiles de moda, dar entrevista...
E que, infelizmente, princesas não brincam!
E Bia não estava achando aquele dia legal.

Ela precisava sorrir, mas ela não queria sorrir.. queria sua mãe!
A princesa Bia não podia ir ao banheiro, tinha que sorrir, não podia ficar triste, nem mesmo dormir quando estava com sono!

E no seu dia de princesa Bia descobriu que o bom mesmo era ser uma menina comum: andar com o cabelo despenteado, falar alto, abraçar forte quando tiver vontade, comer sem ser fotografada.
E bastou um dia para a Bia descobrir que o importante é ser feliz do jeito que a gente é.

E ao despertar daquele sonho Bia ficou muito feliz ao ver sua mãe e descobrir que não era mais princesa!E assim, sem príncipe, sem castelo e sem coroa, Bia foi feliz para sempre!
Encontrei o livro (pesquisa internet) por R$ 23,40 em promoção no site da Saraiva. Por R$ 27,50 nos sites da Cultura, Travessa, Americanas e no site da Submarino.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

"O PINHEIRINHO DE NATAL"

Hans Christian Andersen
Recontado por Tatiana Belinky
Ilustrações Claudia Degliuomini
Ed Caramelo
32 páginas

Já está na hora de entrar no clima de natal?
Essa história foi publicada pela primeira vez em 1844.
E esse da dica é a história recontada pela querida Tatiana Belinky.
Um livro bem ilustrado, uma história longa onde o final NÃO é feliz.

O livro conta a história de um Pinheirinho que estava sempre insatisfeito com a sua  vida.
Quando era pequenino, só pensava em crescer e até se aborrecia quando crianças chegavam perto dele e diziam: "Não é mesmo um lindo pinheirinho?"

E ele ia ficando maior a cada ano. E ainda assim queria ser mais alta como os outros pinheiros.
Quando vinham os madereiros e derrubavam as árvores mais altas, o jovem pinheiro estremecia. E assim que aqueles pinheiros caídos iam sendo carregados para fora da floresta, o Pinheirinho queria saber para onde eles estavam sendo levados, o que seria deles? Quando as andorinhas e cegonhas apareciam o Pinheirinho perguntava se alguém sabia para onde aqueles pinheiros tinham sido levados.

O raio de sol e o vento por vezes tentaram fazer com que o Pinheirinho desse valor para sua juventude, sua vida, mas tudo em vão...

Porém um dia, pouco antes do natal, o Pinheirinho foi o primeiro a tombar.
E foi levado da floresta. Foi parar dentro de uma grande sala, foi todo enfeitado e participou do momento mais glorioso de sua vida -  sentia-se muito feliz!

E depois que a noite acabou o Pinheirinho mais uma vez ficou esperando o que vinha a seguir.
Achava que teria outra noite de glória... só que ao invés disso, foi jogado em um sótão onde ficou esquecido no escuro...

Lá naquele sótão ainda fez amizade com ratinhos que vinham ouvir suas histórias, mas depois de algum tempo, os ratinhos começaram a achar aquele Pinheirinho muito chato. 

Então em um manhã chegaram pessoas para limpar o sótão, e o Pinheirinho até pensou que a vida iria começar de novo, só ai que ele viu que seus galhos estavam amarelados e quebrados... a única coisa que ainda reluzia naquele pinheiro era uma estrela de papel dourado esquecida ali naquela inesquecível noite de natal.... mas até ela lhe foi arrancada por uma criança que brincava no pátio onde ele havia sido colocado.

E enfim um rapaz apareceu, partiu o Pinheirinho em pedaços até que só restou uma pilha no chão.
Os pedaços foram colocados no forno, e logo se incendiaram. E então tudo virou passado, até a história contada no livro virou passado!!

Mas antes do livro acabar, a autora ainda deixa uma mensagem ecológica: que precisamos pensar em nossos pinheiros aqui no Brasil que são derrubados para virar árvores, para fazer papel, enfim.. para nosso consumo.

Não é uma história feliz, mas por outro lado, ensina aos pequenos leitores que precisamos ficar mais felizes com o nosso presente, aproveitar o dia de hoje ao invés de sempre esperar para o dia de amanhã!

Encontrei o livro (pesquisa internet) por R$ 36,00 nos sites das Livrarias Saraiva e Cultura.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

"O BARBEIRO E O CORONEL"

Ana Maria Machado
Ilustrações Michele Iacocca
Coleção Conta de Novo
Ed FTD
31 páginas
 
Já publiquei aqui outros títulos dessa mesma coleção:
"Ah, cambaxirra, se eu pudesse!", "Uma Boa Cantoria", "O Domador de Monstros" e "Pimenta no Cucuruto".
 
Ana Maria Machado brinca com as palavras, com a matemática e assim constrói uma história divertida.
 
"Essas histórias são do tipo que o povo gosta de contar 'Conta de novo', pedem as crianças. E lá vem tudo outra vez. Sempre parecido, sempre diferente, de cada vez muda um pouquinho. São histórias como as que a nossa gente gosta de inventar, contar e ouvir".
 
A história se passa em uma cidade pequenina, com poucas ruas, algumas casas, uma praça, uma prefeitura, uma farmácia, e lá nos fundos dessa farmácia tem um barbeiro - o único da cidade.
 
E a história é sobre esse barbeiro e o coronel do lugar, que nem coronel de verdade era!
Um dia o coronel chega mau humorado ao barbeiro, e por mais que o barbeiro fingisse não ouvir as respostas malcriadas do coronel, aquele não desistiu: deu tantos palpites no serviço do barbeiro que ele respondeu:
"Fique sossegado Coronel! Deixe por minha conta que eu trato do seu cabelo direitinho, eu entendo do meu serviço..."
Então o coronel que estava mesmo de veneta naquele dia, acabou desafiando o barbeiro:
"Ou você me responde ou vai se entender comigo: Quantos fios de cabelo existem na minha cabeça?"
 
O barbeiro fingiu saber responder, mas depois que o coronel saiu ele ficou muito preocupado.
Então um rato que vivia em um buraco no cantinho do salão, disse que responderia  se o barbeiro respondesse quantas folhas haviam nas árvores da mata.
 
O barbeiro foi para a mata contar as folhas, lá encontrou uma borboleta que disse que responderia quantas folhas tinha nas árvores se o barbeiro fosse capaz de responder quantos são grãos de areia da praia na beira do mar.
 
E assim segue a história: na praia o barbeiro encontra o siri que quer saber quantas são as gotas da água da lagoa, um sapo que perguntou quantas são as estrelas do céu em noite sem luar e a coruja quis saber quantos são os pensamentos que o barbeiro era capaz de pensar!
 
Nada do que pediam dava para contar, mas teve uma boa ideia!
Nem coruja, nem siri, nem sapo, nem borboleta, nem rato.. nenhum bicho seria capaz de ensinar o que o barbeiro inventou!
 
E então ele voltou para casa sem saber quantas eram as estrelas do céu, quantas gotas tinha na lagoa, nem quantos são os grãos da beira do mar, nem quantas são as folhas nas árvores da mata, mas sabendo muito bem o que ia lhe salvar.
 
E no dia do desafio estava lá toda a cidade a espera da resposta do barbeiro.
Mas antes de anunciar o barbeiro disse que precisava trabalhar, e quando de lá saíram o que se viu foi um barbeiro rindo, fazendo escarcéu e um careca com a roupa do coronel.
"Então, senhoras e senhores, agora quero informar quantos fios de cabelo tem na cabeça do coronel.
Na cabeça do coronel que tanto gosta de mandar, pouca coisa existe dentro para poder conversar.
E pelo lado de fora, nenhum fio de cabelo há!"
 
Quando aquela multidão viu, de  cabeça bem raspada, o coronel sem valentia, todos caíram na gargalhada.
E com a imagem do barbeiro ao lado do coronel careca, cercados de "hahahah" acaba a história.
Muito divertido, uma história deliciosa!
 
Encontrei o livro (pesquisa na internet) por R$ 28,40 no site da Livraria Travessa e por R$ 29,80 nos sites da Livraria Siciliano e na Saraiva.
 

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

"O GUARDA" - JOGO DE PALAVRAS

Cristina Von
Ilustrações Ana Luiza de Paula
Ed Callis
32 páginas.
 
Já publiquei dois livros dessa mesma coleção: A BOCA e O BEM.

Gostei muito desse livro, é todo escrito em caixa alta e com letras bem grandes, texto curto, ideal para os pequenos que estão começando a ler.
 
Esse livro brinca com a palavra e significados da palavra GUARDA.
 
E começa perguntando se o guarda-chuva guarda a chuva, e responde que o guarda-chuva guarda você da chuva!
E o que faz o guarda-sol?
 
E por ai vai brincando com o guarda-roupas, com o guarda de trânsito, guarda noturno, guarda-costas e até anjo da guarda!
 
E depois ensina que Guardar é proteger, colocar em lugar seguro, vigiar, defender e cuidar.
 
E no fim ainda brinca com o leitor:
"E agora você pode guardar o livro" .
 
Divertido, bem ilustrado. Gostoso de ler.
Encontrei por R$ 21,90 nos sites da Livraria Saraiva, Siciliano e Cultura.