quinta-feira, 2 de maio de 2013

"LÁPIS DE COR"

Texto e Ilustrações Tatiana Bianchini
Ed Elementar
 
Um livro muito colorido, cheio de colagens, bem ilustrado.
Com textos simples e curtos, também é todo escrito em caixa alta (letras maiúsculas).
 
O livro começa dizendo que com o amarelo amanheço o dia.
E a pergunta é "E com o branco o que faço?"
 
E com o preto, chamo a noite,  e de novo vem a pergunta: "E com o branco, o que faço?"
 
Com o vermelho descubro o amor, com o rosa pinto a flor, com verde sinto a natureza, com o cinza trago a chuva, com o azul encho o mar.. e sempre a mesma pergunta permanece: "E  com o branco, o que faço?"
 
Então, depois de mais uma vez surgir a pergunta: "Me diga, por favor.. E com o branco, o que faço?"
A explicação vem: NO branco amanheço o dia, chamo a noite, descubro o amor, pinto a flor, sinto a natureza, trago a chuva, encho o mar, COM O BRANCO, FAÇO O QUE ME DER NA TELHA!"
 
Um livro simples, ideal para os pequenos que ainda não estão acostumados a leitura - tanto como ouvintes e também para os que começam a ler sozinhos... os textos são curtos, simples e faceis de ler.
 
Com 20 páginas, encontrei (pesquisa internet) por R$ 27,20 nos sites das Livrarias Saraiva, Cultura e Siciliano.
 

terça-feira, 30 de abril de 2013

"O RESGATE NO CIRCO"

Autor e Ilustrador César Cavelagna
Coleção As Aventuras de Simão e Bartolomeu
Ed. Globo

Já publiquei aqui um livro dessa coleção "As Aventuras de Simão e Bartolomeu" sobre a poluição na cidade, sobre a poluição no mar e  agora esse livro fala sobre maus-tratos dos animais.

Simão, um cachorro vira-lata que mora na rua e seu melhor amigo, Bartolomeu que é um carrapato e o Criador, que é o desenhista e o criador do desenho, bem conhecidos daqueles que assistem a TV Rá-Tim-Bum ou a Tv Cultura.
 
A aventura de Simão e Bartolomeu começa quando Simão, o cão vira-lata dá de cara com um filhote de gorila em cima dele assim que acorda. O filhote foi deixado lá pela mãe-gorila que tentou fugir do circo, onde eles eram mal tratados.

Curioso para saber de onde o filhote veio, Simão segue pistas do gorilinha e chega ao circo. Lá ele encontra outros animais também na mesma situação que a mãe-gorila.. inclusive descobre que o dono do circo arrancou todos os dentes do coitado do leão!

E com a ajuda do mágico, que lhe empresta uma cartola, Simão aproveita que naquela noite iria ter "A Grande Noite dos Bichos" e quando todos estão juntos, consegue salvar todos eles, mandando que todos entrem na cartola do mágico. Tudo bem que o coelho (que já estava lá dentro da cartola) não gosta muito da idéia..

O dono do circo acaba descobrindo que Simão é um falso mágico, e assim o cãozinho sai correndo.. acaba tropeçando em uma pedra, a cartola cai no chão e assim todos os bichos saem dela.

Então o dono do circo ordena que os palhaços-xerifes peguem todos de volta. Simão pede socorro a Bartolomeu, o carrapato, e quando os palhaços veem aquele carrapato vindo enfrentá-los começam a gargalhar.

A aventura não termina por ai: o dono do circo ainda consegue prender Simão e o filhote da gorila, mas esse nem percebe que ela está ali perto, e com muita raiva do dono do circo ela pega o malvado pelo pescoço e estica suas pernas, soltando ele depois, como se fosse borracha e ele vai parar muito, muito longe.

Mamãe gorila e seu filhote agora vão viver livres!
 
Um tempo depois, o vento traz um cartaz que fica preso no focinho de Simão. Ele então pega o papel e vê: era o anuncio do show daquele dono de circo - ele ia se apresentar como "o incrível homem elástico". Então Simão rindo conclui que aquele ali nunca mais irá maltratar animais!

Uma história divertida, que ensina sobre o respeito e cuidado com os animais. Textos curtos, simples de ler e é muito bem ilustrado.

O livro faz parte da Coleção As Aventuras de Simão e Bartolomeu que fala sobre a preservação do meio ambiente e aborda temas como o combate a poluição, o desperdício de água e os maus-tratos dos animais: "Perigo na Cidade", "O Mar Pede Socorro", "Uma Viagem Especial" e "O Resgate no Circo".
 
Com 48 páginas, encontrei (pesquisa na internet) por R$ 18,90 nas Livrarias Saraiva, Livraria da Folha, nos sites da Submarino e Americanas.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

"QUEM MANDA AQUI SOU EU!"

Texto Sônia Travassos
Ilustrações Cor e Imagem Artes Graficas
Coleção Conviver - Sitio do Picapau Amarelo (autoritarismo)
Ed Globo
 
Esse livro fala sobre o autoritarismo e de um modo simples e leve mostra para as crianças que não querer sempre tudo do seu jeito pode não ser legal.
 
A história é com a turminha do Sitio do Picapau Amarelo.
E depois do café da manhã Narizinho e Pedrinho estavam pensando qual seria a reinação daquele dia, quando Emilia apareceu toda serelepe, vestindo um manto vermelho, uma coroa de papel dourado e segurando um cabo de vassoura. Bateu o cabo da vassoura no chão e anunciou que tinha uma ideia - queria brincar de reino medieval...
 
Declarando que já tinha pensado em tudo, Emilia saiu determinando: ela seria a rainha, Narizinho a sua dama de companhia, Pedrinho um valente cavalheiro, Visconde o bobo da corte, Rabicó o cozinheiro real, e Quindim o dragão que sequestraria a Rainha.
 
Quando Pedrinho quis saber quem seria o rei, Emilia respondeu que em seu reino não teria rei, que ela era a rainha e seu reino não era igual aos outros.
 
E mesmo sob protestos do Visconde em ser bobo da corte, a cartola do Visconde foi substituida por um chapéu colorido. E depois de uma hora a turma toda parecia ter saído de um castelo medieval.
E a brincadeira começou..
 
Então Emilia, acompanhada da Narizinho, se sentou em seu trono real, ordenando que o bobo da corte se apresentasse.. Visconde apareceu e recitou um verso. Apesar de Narizinho ter aplaudido a apresentação, Emilia parou a brincadeira contrariada: ela queria que o bobo parecesse mais engraçado. Visconde ainda tentou atendê-la dando cambalhota, fazendo careta e contando uma piada, mas a Emilia continuava só colocando defeitos.
E disse "Eu quero que faça direito. Fui eu que inventei a brincadeira"
 
Narizinho tentou alertar dizendo que Emilia tinha inventado a brincadeira, mas que todos estavam brincando e Pedrinho completou, que cada um tinha a sua maneira de brincar.
 
Emilia quis então continuar. Pediu que o cozinheiro real trouxesse a comida. Quando rabicó entrou com a bandeija vazia ela reclamou que daquele jeito a brincadeira não ficava com cara de real.
 
Depois Emilia 'desinventou' a hora do baile e tirou a parte da brincadeira, Narizinho emburrou...
E na hora de ser salva pelo dragão e ser salva pelo cavalheiro, Emilia novamente ficou insatisfeita, arrumou um monte de defeitos e mais uma vez declarou que era a "dona da brincadeira".
 
E assim, Pedrinho resolveu deixar Emilia, a dona da brincadeira, brincar sozinha!
Narizinho perguntou onde o primo estava indo, e ele respondeu:
"Indo pegar jabuticabas. Com Emilia mandando o tempo todo, essa brincadeira perdeu a graça!"
E ainda mais malcriada Emilia deu de ombros e disse "Pois então não brinque!"
 
E assim, um por um dos personagens medievais que a Emilia tinha inventado foram abandonando a brincadeira daquela bonequinha mandona, que ficou zangada, sentada sozinha em seu trono.
 
Então o Conselheiro (Burro Falante), veio conversar com ela. E fazendo observações do tipo "desde quando brincadeira que se brinca em grupo, tem um dono só?" e " se vocês estavam brincando juntos, deveriam ter combinado as coisas juntos". E por fim, completou: "Quem  semeia vento, colhe tempestade.! Qualquer dia ninguém mais vai querer brincar com você!"
 
Emilia em sua cabecinha de macela não conseguiu entender sobre o vento e a tempestade.. e foi perguntar a Dona Benta, que nem mesmo conseguiu entender o que a Emilia queria dizer! E quando entendeu o que ela estava querendo dizer, Dona Benta explicou que nossas atitudes podem trazer consequências e que às vezes podem ser boas, às vezes ruins.
 
E então Emilia vai saindo da casa caraminholando e encontra Narizinho que veio chamá-la para brincar com eles, pois o esconde-esconde estava superlegal! Emilia disse que só brincaria, se depois pudessem brincar novamente de reino medieval. Então Narizinho fez com que Emilia prometesse que não iria mais dar uma de dona da brincadeira.
 
E lá se foram as duas correndo pelo quintal, brincar com o resto da turma que já estava toda esperando!
 
Com 32 páginas, encontrei (pesquisa na internet) por R$ 12,90 no site da Submarino e por R$ 14,90 nos sites da Livraria Saraiva, Livraria Travessa, Livraria da Folha e Americanas.
 
 
 
 
 

domingo, 28 de abril de 2013

"VAMOS PARA A PRAIA!"

Textos e ilustrações Cláudio Martins
Ed FTD
 
Esse livro conta a história de João Graça, um homem que já tinha sido soldado, bombeiro, eletricista, sanfoneiro, equilibrista.. E que ganhou na loteria e não fez mais nada na vida, mas também não gostava de não fazer nada, então comprou um ônibus, e com ele leva as pessoas para qualquer lugar do mundo, e sem cobrar nada!
 
Então o livro vai contando da ida do João Graça para umas férias na praia. E então começa a chover, uma velhinha dorme, o moço começa a ler e o menino já estava indisposto..
 
Então João Graça tem uma ideia: cortar caminho por uma estradinha... passsando pelo chão de terra, o lugar era deserto.. árvores grandes, mato escuro, alguma coisa brilhando: é olho de bicho! E tinha muita gente com medo.
 
De repente alguma coisa ali na frente, luzes fortes... Uma coisa esquisita, brilhante. E coisas esquisitas, serão criaturas de outro planeta? e o que são essas caixas pretas zunindo? E então todos ficam com medo. E que alívio... eram criadores de abelhas, e só querem presentear.
 
Depois de todos presenteados e bem na hora que João Graça ia se despedir e agradecer pelo mel, Ele toma uma picada.. uma espetada, bem no trasseiro!
 
E estavam todos seguros, quantas estrelas, o passeio era lindo.
E viajando com o Graça era possível ter só uma certeza: você vai se alegrar e todo mundo sorrindo, e terá surpresa, atrás de surpresa.
 
Nas ilustrações conseguimos achar tudo o que o texto da página está falando: desde a senhora com o chapéu exagerado lá no começo da história, até a senhora puxando as orelhas.. mas para achar é preciso parar para observar!
 
Um texto todo rimado, divertido,  simples e fácil de ler.
Com 24 páginas, encontrei (pesquisa na internet) por R$ 26,00 no site das Livrarias Saraiva e Livraria da Folha, e por R$ 29,90 nos sites da Submarino e da Americanas.
 
 

sábado, 27 de abril de 2013

"EU NUNCA VOU COMER UM TOMATE"

Texto e ilustrações Lauren Child
Tradução Lavínia Fávero
Coleção Charlie e Lola
Ed Ática
 
Há poucos dias publiquei outro livro dessa mesma coleção: "Eu não quero dormir agora".
E esse também é baseado nas histórias dos desenhos animados que passavam no Discovery Kids.
O livro tem textos curtos, fáceis de ler. E o livro é muito bem ilustrado e colorido.
 
Nesse livro o Charlie conta da dificuldade de dar jantar para a Lola, sua irmã mais nova.
A Lola não gosta de comer cenoura, pois diz que é coisa de coelho e as ervilhas são verdes demais.
E como muitas crianças ela não gosta de comer nem ervilha, nem cenoura, nem batata, nem cogumelo, nem ovo, nem salsicha.. e ela declara que "nunca, jamais, de jeito nenhum vai comer tomate".
 
E então o Charlie resolveu aprontar uma com a Lola. Disse que naquele dia não teria nada disso.. nada de ervilha, cenoura, batata... e que com certeza não tinha nenhum tomate.
 
Lola olhou para a mesa e perguntou "Mas porque estas cenouras estão aqui Charlie?" e então ele disse "Ah, você acha que é cenoura, mas não são. São  palitinhos laranjas de jupiter."
Ela ainda acha que parecem com cenouras, e ele insiste "Mas como podem ser cenouras? Não existem cenouras em Jupiter" e assim ela come toda a cenoura.
 
E assim acontece com as ervilhas, que se transformam em "pingos verdes, de Cabo Verde; o purê de batatas vira flocos de nuvens; tirinhas de peixe viram petiscos oceânicos, os preferidos das sereias..
 
E depois de comer tudinho, sem problemas a Lola olha para a mesa e diz ao Charlie "Charlie, você pode me passar um daqueles?" e ele surpreso confirma: " "O que? Um desses?"  E então a Lola pede um tomate dizendo "Sim, claro um esguichos da lua, são os meus preferidos. Você não achou que eram tomates, achou, Charlie?"
 
Com 32 páginas, um livro divertido, colorido e com textos curtos e gostosos de ler.
 
Encontrei (pesquisa na internet) por R$ 21,40 no site da Livraria Siciliano,  por R$ 28,50 no site das Livrarias Saraiva e Travessa. Por R$ 29,90 nos sites das livrarias Curitiba e Cultura.
 
Existe também o livro-brinquedo (mas esse eu não conheço e não sei como é) que tem disponível para venda em todos esses sites por R$ 57,90.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

"DAVI USA ÓCULOS VERMELHO-CAQUI"

Escrito por Mymi Doinet
Ilustrador Nanou
Tradução Graziella Betting
Coleção Os Outros e Eu
Ed Larousse do Brasil

Gosto muito desses livros que conseguem tratar "diferenças" de uma maneira delicada.
É o que acontece nesse livro, um coelhinho com problemas de vista.. e a história tão gostosa, que mesmo sem querer consegue mostrar para a criança que usar óculos (quando é preciso) não é motivo para vergonha.

O livro conta a história de Davi, que é um coelhinho bastante esperto, mas que não enxerga muito bem, nem de longe e nem de perto. Tem muita dificuldade para ler livros...

Então a Mamãe Coelha leva o coelhinho para fazer exame com Dr Pedro, o oftamologista.
E depois da consulta Dr pedro exclama: "Você precisa usar óculos! Vou receitar uma lente!".

Davi então vai a Ótica da Dona Piscadela para escolher uma armação para seus óculos: não quis a verde, achou que ficaria igual a um sapo!, também não quis a cor-de-rosa que era cheia de brilhante, e ele ia parecer uma boneca horrorosa. Por fim, a escolha de Davi foi uma armação vermelho-caqui.

No começo Davi estranhou, nem queria virar o rosto, com medo do óculos cair! Mas seu pai o tranquiliza, diz que são para o seu tamanho, e que ele não precisava se preocupar, que não cairia nem quando ele fosse patinar.

Pela manhã  ele vai para a escola mal-humorado, reclamando que na sala dele ninguém usava óculos. E por estar envergonhado, Davi esconde seus óculos em sua pasta marrom.

Na hora do teatro de fantoches quem persegue a Chapeuzinho Vermelho? Ele não conseguia ver direito - não sabia se era um monstro ou uma bruxa malvada. Então resolve por os óculos sem ninguém perceber, e então grita: é um lobo mau!

Caio, o coelhinho mais levado da sala diz que Davi com os óculos ficou com cara de inteligente. E como ninguém riu dos óculos, Davi ficou contente, satisfeito e consegue ver tudo nítido!
E no dia seguinte Davi tem uma surpresa: Clara sua amiga também aparece usando óculos, azuis da cor do céu!

Um livro com textos curtos, todo rimado (adoro) e muito bem ilustrado - desenhos delicados... lindos!
Com 24 páginas, encontrei para comprar (pesquisa internet) por R$ 18,19 na Cia dos Livros (www.ciadoslivros.com.br) e  por R$ 23,00 no site da Livraria Cultura.

Outros títulos da mesma coleção:
Nicola tem vergonha até de jogar bola
João não cabe mais em seu calção
Heitor não sai de baixo do cobertor



quinta-feira, 25 de abril de 2013

"O QUE TEM NA PANELA, JAMELA?"

Autor e Ilustrador Niki Daly
Tradução Luciano Machado
Edição SM
 
E não é que me apaixonei por esse livro?
O escritor desse livro é da Africa do Sul.. e esse livro é cheio de cor e de costumes africanos.
Uma história linda e muito gostosa de ler sobre a amizade de uma menininha chamada Jamela e uma galinha.

A história começa com a avó e a mãe de Jamela conversando e combinando sobre o almoço do dia de natal. E então Jamela foi com sua mãe na casa de Dona Zibi e compraram uma franguinha para alimentar direitinho e ela ficar gorda e bonita para ser o almoço de natal.

Quando chegou em casa a mãe de Jamela mostrou a quantidade de milhos que deveriam ser dados para a galinha e ensinou a menina a fazer a galinha comer em sua mão. Logo Jamela quis colocar um nome na galinha: a galinha então passou se chamar Natal.

Toda manhã, antes de ir para a escola Jamela dava comida e água para a Natal. Quando tinha tempo, Jamela sergurava a galinha Natal no colo e enchia a mão de milho para dar  a ela.

A mãe de Jamela recolhia o cocô da galinha e adubava a plantação de abóbora. A cada dia a galinha e as abóboras pareciam ficar maiores.

Toda vez que a avó de Jamela ia a casa dela perguntava como estava indo "a comida de natal" e jamela respondia que estava ótima, com a testa franzida e brava pois a avó sempre passava a língua pelos lábios, como a mulher da propaganda de frango assado da TV.

Um dia ao ver Jamela e Natal felizes juntas, a mãe dela ficou preocupada: como ia tirar a galinha da menina para metê-la na panela?

Na véspera do natal Dona Zibi apareceu para uma visita, a mãe de Jamela mandou que ela fosse dar uma volta, antes mesmo de sair Jamela reparou que Dona Zibi passava a mão no avental, e as mãos delas pareciam capazes de fazer um grande estrago.

Jamela, mesmo sabendo que era errado desobedecer aos mais velhos, saiu de fininha para a casa de Telma, levando Natal nos braços.  Com a confusão e o barulho de uma lotação, Jamela tomou um susto e acabou deixando Natal, que sumiu no meio da multidão.

Jamela voltou para casa devagarinho. No fim da rua viu sua mãe e D Zibi correndo em sua direção. Dona Zibi olhava para ela com uma cara muito brava. Jamela teve vontade de sumir, mas teve que contar que tinha perdido a Natal.

E pouco depois as três ouviram uma lotação freando bruscamente, e de dentro dela voou a galinha gorda e vermelha. Natal correu para dentro de um salão de beleza e lá fez muita confusão. A mãe de Jamela conseguiu prender Natal em um cesto.  Dona Zibi passou a mão por baixo da armadilha e decretou: "Do cesto para a panela!".

Jamela implorou para para sua mãe "Por favor, não deixe a Dona Zibi machucar Natal!"
E Dona Zibi retrucou que era só uma galinha... mas Jamela gritou "Natal não é só uma galinha, é minha amiga. E não se pode comer um amigo!"
As mlheres que estavam no salão concordaram com Jamela.

Então na manhã do dia de natal, Jamela ajudou a mãe a preparar o almoço, por causa do rico adubo natural as abóboras ficaram suculentas e tenras. Jamela separou todas as sementes.

Quando a avó e os outros parentes chegaram o cheiro que vinha da cozinha estava uma delícia. E a avó perguntou "O que tem na panela, Jamela?" que respondeu: "Surpresa, vovó".

Depois todos trocarem presentes, a mãe chamou a família para comer. O almoço estava uma delícia, mas Jamela notou que a avó procurava a galinha com os olhos.

No fim da fefeição a avó perguntou "e a galinha?"
Jamela saiu da mesa em um salto, e disse "- Vou mostrar a você, vovó".
Pegou a avó pela mão, e mostou a bela galinha e disse que a mãe tinha lhe dado a galinha de presente e que ela se chamava Natal.

Dessa vez, vovó ao invéz de passar a língual pelos lábios, apertou Jamela com carinho e disse "Que natal feliz!"

No texto tem palavras africanas e no fim do livro tem um vocabulário com a tradução das palavras... mas durante a leitura dá bem para entender o que cada palavra quer dizer.
Um livro que conta uma história linda de amizade entre Jamela e Natal.

Com 36 páginas, encontrei (pesquisa internet) por R$ 35,00 no site das Livrarias Saraiva, Livraria da Folha e Travessa. E por R$ 31,35 no site da Cia dos Livros (www.ciadoslivros.com.br - eu nunca comprei nesse site).