sexta-feira, 7 de junho de 2013

"O MENINO QUE DEVORAVA LIVROS"

James Misse
Ilustrações Lie A. Kobayashi
Ed. Pé da Letra
 
Um livro muito ilustrado e colorido.
Conta a história de Pierre, um menino que "devorava livros", e então ele começa a explicar porque é um devorador de livros.
 
Pierre conta que do mesmo jeito que algumas pessoas ficam com água na boca quando escutam falar sobre alguma comida apetitosa,  nele o que provoca essa sensação são os livros.
 
E vai contando como tudo começou: que quando ele era pequeno, seus pais lhe contavam historinhas que embalavam seus sonhos. Que é muito bom saber de histórias que aconteceram tão longe e estão ali tão perto.
 
Conta como é gostoso ir a uma biblioteca ou a uma livraria e ter um lugar aconchegante para ler.
Que alguns livros são fáceis de ser devorados, outros nem tanto. E ainda há os que tem que deixam um gostinho de quero mais.
 
Pierre também conta que o que mais queria era aprender a ler o mais rápido possível, para que pudesse embarcar em aventuras sozinho. E que por vezes, mesmo sem saber ler, por vezes colocava o livro na cara e inventava suas próprias histórias.
 
É um livro sem muito enredo, mas com uma mensagem legal do quanto é importante que as crianças leiam e sejam incentivadas a ler e quanto a leitura pode ser prazerosa.
 
Com 16 páginas, encontrei o livro (pesquisa internet) por R$ 25,00 nos sites da Livraria Saraiva e Cultura.
 
 

quinta-feira, 6 de junho de 2013

"VOCÊ PEGOU O MEU RONROM?"

Judy West
Ilustrações Tim Warnes
Tradução Fabio Teixeira
Ed. Ciranda Cultural
 
Um livro lindo, bem ilustrado. Com textos simples e todo escrito em caixa alta (letras maiúsculas).
 
Conta a história de uma gatinha que ficou triste, pois não conseguia fazer o barulho que mais gostava: não podia ronronar.
 
A gatinha vai reclamar para a mãe que perdeu o seu ronrom, mas a mãe dela disse que ela ia encontrar o seu ronrom: bastava ela esperar e ver.
 
Mas como a gatinha não estava querendo esperar, decidiu sair a procura do seu ronrom.
E ela foi falar com a cachorra: "Cachorra, você pegou o meu ronrom?"
A cachorra responde assustada: " Eu tenho um Au, Au, não um ronrom."
E diz a Gatinha para ir procurar seu ronrom com a vaca.
 
A gatinha sai então em uma busca sem fim, atrás do seu ronrom:
Pergunta a vaca, mas essa só tem um "Muu".
No chiqueiro, ela descobre que a porca tem um "Oinc, Oinc"
Os patos também não estão com seu ronrom. Eles só tem "Qua Qua"
 
A gatinha foi perguntar até para o ratinho! Mas esse só tem o "Squi Squi"
Também perguntou para a ovelha, que lhe mostrou o "Béé" e para a coruja que só tem o "Qui Qui"
 
A gatinha sonolenta e cansada não podia acreditar!
E chegou a pensar que sua mamãe estava com seu ronrom o tempo todo!
E pela última vez, ela foi até sua mãe e perguntou:
"Mãe, você pegou o meu ronrom?"
 
E com todo carinho, a mamãe explicou que ninguém pode pegar o ronrom da gatinha,
Que ele está  o tempo todo com ela, e que ela iria ouvi-lo quando estivesse feliz.
Então a gatinha se aconchegou pertinho de sua mãe, e de repente, lá estava ele!!
 
A cachorra não latiu, a vaca não mugiu, a porca não grunhiu, os patos não grasnaram, o rato não chiou, a ovelha não baliu a coruja não piou: todos em silêncio ouviram o ronrom mais perfeito que já tinha ouvido!
 
Uma historinha linda, gostosa de ler. Com ilustrações lindinhas e bem colorido.
Com 26 páginas, encontrei o livro (pesquisa internet) por R$ 14,90 nos sites das livrarias Cultura, Saraiva e Siciliano.
 
 
 

quarta-feira, 5 de junho de 2013

"PENA DE PATO E DE TICO-TICO"

Ana Maria Machado
Ilustrações Claudius
Coleção Mico Maneco
Ed Salamandra
 
Ana Maria Machado nesse livro faz uma brincadeira com palavras e com o que é brinquedo de menino e de menina.
 
"A menina Janaína tem uma bela boneca. O menino Benedito tem uma bonita bola."
 
Janaína pede a bola de Benedito, mas ele fala:
"- Bola é de menino, Janaína. Não é de menina."
 
Depois Benedito pede a boneca de Janaína,
aí ela fala que boneca é de menina. E que não é brinquedo de menina.
 
Então a bola de Benedito caí no mato.
E a boneca de Janaína cai da janela na moita.
 
E depois uma pipa, um tico-tico e um pato entram na história.
 
E também, na história surge uma peteca, que é brinquedo de menino e de menina.
Que jogo de menina e menino é muito bom. Que jogo de muitos é ótimo!
 
E com a ajuda da peteca, do tico-tico e do pato Janaína e Benedito acham a boneca e a bola.
 
E no fim, tudo é ótimo:
Bola e peteca, pipa e boneca. Tudo jogo de amigo.
De menino e de menina, de Benedito e Janaína.
 
Um texto gostoso de ler. Bem ilustrado.
Encontrei o livro (pesquisa na internet) por R$ 26,91 no site da Submarino e por R$ 29,90 nos sites das Livrarias da Folha, Cultura, Travessa, Americanas e Saraiva.
 
 
 
 

terça-feira, 4 de junho de 2013

"NINGUÉM RI DE UM LEÃO"

Paul Bright
Ilustrações Matt Buckingham
Tradução Júlio César Silva
Ed Ciranda Cultural

Eu gosto muito desses livros da Ciranda Cultural - são sempre muito bem ilustrados, coloridos e com textos fáceis de ler. O texto é todo em caixa alta (letras maiúsculas). Uma história gostosa e divertida.

Todos os animais da selva estavam ocupados naquela manhã: uns corriam, outros competiam, escalavam rolavam, e o Grande Leão só ficava sentado, observando!
 
Então o Leão resolve se gabar para a Leoa e pergunta: "Está vendo porque eu sou o rei da selva, porque sou o melhor!"
E então a Leoa quis saber o que ele faria de melhor...
 
Ele começou correndo. E então o esguio leopardo o ultrapassou, com muita facilidade e riu, riu discretamente, mas riu e o Grande Leão ouviu.
 
Então ele resolveu subir em uma árvore. Com as garras cravadas na árvore, chegou com muito esforço a um galho bem baixo. E lá estava o macaco, lá em cima se balançando com o rabo preso em um galho bem mais alto, depois de ter visto o Leão subindo, o macaco caçoou... bem baixo por que ninguém caçoa de um leão, mas o Grande Leão ouviu.
 
O Leão resolveu então rastejar bem quieto pela grama alta.
A cobra estava deslizando pela grama silenciosa e suave, como um suspiro.. e riu dele. Sorriu discretamente, porque ninguém sorri para um leão, mas o Grande Leão viu.
 
A essa altura o Leão estava se sentindo furioso.
E a Leoa ainda implicou dizendo que ele era o melhor em dormir... mas o Leão disse que ser o melhor em dormir não valia!
 
Resolveu dizer então que era o mais forte, e empurrou sua grande cabeça contra uma pequena árvore e a derrubou. E o elefante passou caminhando pesadamente e deixou um rastro de arbustos achatados e árvores quebradas por onde passava.
O elefante bramiu bem baixo, porque nenhum elefante brame para um leão, mas o Grande Leão ouviu.
 
Então o leão estava realmente furioso, e como não conseguia pensar em mais nada, ficou com muita, muita vontade de RUGIR!!!
 
E o som do rugido do Grande Leão correu, ecoou, sacudiu e assustou toda a selva.
O Grande Leão era mesmo muito bom em rugir. E então o leopardo parou de rir, o macaco parou de gargalhar, a cobra parou de sorrir, e o elefante parou de bramir.
 
E o Leão no fim ficou contente, porque ninguém ri de um leão!
 
Uma história divertida, bem ilustrada e fácil de ser lida.
Com 26 páginas, encontrei o livro (pesquisa internet) por R$ 14,90 no site das livrarias Saraiva e Cultura.
 
 
 

segunda-feira, 3 de junho de 2013

"É SÓ GOSTAR"

Isabella Barbosa
Ilustrações Ingrid Biessemeyer Bellinghausen
Difusão Cultural do Livro
 
Um livro com textos curtos e todo em caixa alta (letras maiúsculas),  muito bem ilustrado e colorido.
Bem no estilo da coleção do Mundinho.
 
O livro fala sobre o que o pai gosta e o que a mãe gosta: que o pai gosta de silêncio, de escrever com a mão direita, de cabelo curto, de ouvir. Enquanto a mãe gosta de musica, de escrever com a mão esquerda, de cabelo comprido e de falar.
 
O pai gosta de ler, a mãe de escrever. O pai gosta de refrigerante e a mãe de suco. O pai gosta de acordar cedo, e a mãe de acordar tarde. O pai gosta de televisão, a mãe de teatro. O pai de lasanha a mãe de salada.
 
E depois de mostrar que os pais são bem diferentes, o livro termina dizendo que felizmente os dois gostam do filho(a) tanto, mas tanto que eles deixam ela gostar do que quiser.
 
Adorei esse livro. Simples. Ensina que as pessoas são diferentes e ainda assim podem (e devem) viver bem e em paz. E o principal, ensina a nós - os pais -  que precisamos respeitar nossos filhos, e seus gostos!
 
Com 23 páginas. Encontrei (pesquisa internet) por R$ 22,50 no site da Submarino e por R$ 25,00 nos sites da Americanas e na Livraria da Folha.

domingo, 2 de junho de 2013

"O AMOR TEM TODAS AS CORES"

Márcia Honora
Ilustrações Index Art & Studio
Coleção Ciranda da Diversidade
Ed Ciranda Cultural
Já publiquei aqui dois outros livros dessa mesma coleção: Um Senhor Amigo e A Descoberta de Leila. Adoro os livros dessa coleção, eles sempre contam histórias diretas e simples que falam de algum tipo de preconceito ou comportamento que pode melhorar o mundo!
 
Esse livro conta a história da Dona Branca: uma vaca que é dona de uma fazenda onde cria coelhos pretos. Ela é solteira e sonha em casar e ter uma família, e do Boi Negreiro: um boi muito simpático que criava coelhos brancos, ele ficara viúvo há muito tempo e sentia falta de uma companheira.
 
Um dia foi anunciado que haveria na cidade um Leilão de coelhos, e que estavam todos convidados.
Dona Branca escolheu sua coelha mais bonita, para tentar trocar por um coelho. E o Boi Negreiro também levou um coelho muito bonito, pois precisava de uma coelha  para a sua criação.
 
Assim que a D Branca chegou o Boi Negreiro reparou nela. E por coincidência a D Branca se interessou pelo coelho branco que o Boi levou e o Boi Negreiro também se interessou pela coelha preta que a D Branca levou.
E os dois foram chamados para combinar a troca, e combinaram de manter contato.
 
E então o Boi Negreiro um dia  marcou um encontro com D Branca, eles comentaram que estavam felizes com a troca e no momento de ir embora, o Boi pediu D Branca em namoro.
 
D Branca e Negreiro sabiam que as diferenças de cor de pele não tem a mínima importância, que o mais importante é o que temos dentro do coração. E então houve uma grande festa de casamento.
 
Um livro bem ilustrado, colorido. Com textos simples, curtos e fáceis de ler. Escrito em caixa alta (letras maiúsculas).
 
Com 32 páginas, o problema é encontrar ele para comprar - o site da Ciranda Cultural indica compra no site da Livraria Saraiva ou Cultura. Mas eu só encontrei para comprar no site www.livrosecultura.com.br por R$ 12,90.
 

sábado, 1 de junho de 2013

"NO CAMINHO DO ALVINHO TINHA UMA PEDRA"

Ruth Rocha
Ilustrações Suppa
Coleção As Aventuras de Alvinho
Ed Salamandra
 
Mais um delicioso livro da Ruth Rocha.
Com textos gostosos e fáceis de ler, o livro é divertidíssimo!
Bem ilustrado e colorido.
 
Conta mais uma das histórias do Alvinho.
Aqui somos apresentados ao Alvinho, um menino gorduchinho, que fala bastante, come demais e adora levar para casa tudo o que encontra na rua, deixando sempre a casa desarrumada.
 
Alvinho catava de tudo e Dona Branca, sua mãe, colocava a mão na cabeça e dizia "Ai meu Deus! Esse menino traz para casa tudo o que ele encontra!"
 
No outro dia ele levou para casa uma pedra. Uma pedra grande e redonda, e para que Dona Branca não jogasse fora, ele escondeu a pedra debaixo da cama. E todo dia que chegava da escola corria para ver se seu tesouro estava ainda embaixo da cama.
 
Um dia, quando Alvinho já estava deitado, lendo seu livro, muito sossegado.. começou a ouvir um barulhinho, um barulhinho engraçado. Alvinho não sabia o que era - procurou no armário e na prateleira. Na gaveta, embaixo da cadeira. E quando olhou debaixo da cama, descobriu que a pedra,, não era pedra! De dentro daquela pedra estava saindo um "frangão" - daquele ovo, saiu um avestruz.
 
Alvinho ficou muito contente, agora ele ia ter um animal diferente. Mas ia ter que esconder aquele bicho de sua mãe.
 
Então Alvinho trancou o quarto. E se não deixava a mãe entrar no quarto por nada! Dizia que ele mesmo arrumaria. Se ela reclamava do cheiro, ele dizia que não tinha tomado banho. E quando ela reclamava da grande quantidade de comida que ele levava para dentro do quarto, ele dizia que era só uma dúzia de bananas...
 
A mãe muito desconfiada tentava abrir a porta e olhar pela fechadura. E depois de escutar barulhos estranhíssimos vindos lá de dentro, Dona Branca foi chamar o chaveiro!
 
Quando o chaveiro abriu a porta Dona Branca deu um grito, por causa do susto que tomou com o bicho e o avestruz também se assustou e começou a correr.
Os vizinhos assustados, chamaram a polícia e o corpo de bombeiros.
 
Quanto mais gente chegava, mais o avestruz (que se chamava Clovis) corria.. e engoliu várias coisas pelo caminho: tênis , chaves, botão da campainha... e cansado resolveu se esconder, enfiando a cabeça dentro do forno.
 
Alvinho veio chegando da escola e ficou muito bravo por todos terem deixado o avestruz assustado.
E então começou a maior discussão para decidir o que iam fazer com o bicho, e todos os vizinhos davam palpites. Uma queria a pena para fazer chapéu, outro queria fazer churrasco.
 
No final, mandaram o avestruz  para o zoológico, e todo domingo os meninos do prédio iam visitar Clóvis.
 
E Alvinho perdeu aquela mania que tinha de levar para casa tudo que ele via.
Mas será que ele perdeu mesmo?
... isso eu também não vou contar!!!
 
Uma história divertida. Gostosa de ler.
Encontrei (pesquisa internet) por R$ 31,05 no site da Submarino, por R$ 32,00 no site da Livraria da Folha e por R$ 34,50 nos sites da Livraria Saraiva, Americanas e Cultura.